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EA realiza novas demissões antes da conclusão da venda para a Arábia Saudita

  • Foto do escritor: Gustavo Ribeiro
    Gustavo Ribeiro
  • 23 de jun.
  • 3 min de leitura

A Electronic Arts voltou a promover uma nova rodada de despedimentos poucos dias antes da conclusão da sua venda bilionária para o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. A medida afeta funcionários de áreas corporativas e de suporte, aumentando as preocupações sobre o futuro da empresa após a mudança de controlo.


A nova onda de cortes acontece num momento delicado para a gigante dos videojogos. A aquisição de aproximadamente 55 mil milhões de dólares deverá tornar a EA uma empresa privada controlada maioritariamente pelo fundo saudita, que ficará com cerca de 93,4% da companhia após a conclusão do negócio.



Novos cortes atingem áreas fora do desenvolvimento

Segundo as informações divulgadas, os despedimentos mais recentes não afetam diretamente as equipas responsáveis pela criação de jogos. Os cortes concentram-se principalmente em departamentos de recrutamento, suporte ao cliente, tecnologia da informação, confiança e segurança.


A EA não revelou quantos funcionários foram afetados desta vez, mas fontes internas indicam que trabalhadores remotos nos Estados Unidos e profissionais do escritório da empresa em Hyderabad, na Índia, estão entre os atingidos.

Num comunicado interno enviado aos colaboradores, a companhia afirmou que as mudanças fazem parte de uma adaptação da estrutura para responder às necessidades dos jogadores e melhorar a eficiência operacional.


Venda para a Arábia Saudita está próxima da conclusão

A nova ronda de despedimentos acontece enquanto a aquisição da EA se aproxima da fase final de aprovação regulatória. O acordo foi anunciado em 2025 e já recebeu aprovação dos acionistas da empresa, restando apenas as etapas finais do processo legal para a concretização da venda.


Caso seja concluída, a operação tornará a Electronic Arts uma empresa privada e representará uma das maiores aquisições da história da indústria dos videojogos. O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita será o principal proprietário, acompanhado por outros grupos de investimento minoritários.

Apesar disso, a EA tem insistido que continuará mantendo controlo criativo sobre as suas franquias e projetos futuros.



Empresa já vinha passando por reestruturações

Os despedimentos recentes não são um caso isolado. Nos últimos dois anos, a EA realizou diversas reestruturações internas que resultaram em centenas de cortes de pessoal.


Em 2025, a empresa eliminou cerca de 300 postos de trabalho, incluindo aproximadamente 100 vagas na Respawn Entertainment. Na mesma altura, projetos foram cancelados e estúdios sofreram reorganizações para concentrar recursos em franquias consideradas mais rentáveis.


Também houve cortes na Codemasters e o encerramento da Cliffhanger Games, responsável pelo jogo de Black Panther que acabou cancelado antes do lançamento.


Essas medidas fazem parte de uma estratégia de redução de custos e otimização das operações antes da nova fase da companhia.


Funcionários demonstram preocupação com o futuro

Embora a direção da EA tenha afirmado anteriormente que não existiam planos para mudanças imediatas após a aquisição, muitos funcionários continuam preocupados com possíveis novas reestruturações depois da conclusão do negócio.


Analistas acreditam que grandes aquisições costumam ser acompanhadas por revisões internas e cortes adicionais, especialmente quando existem áreas consideradas redundantes ou pouco lucrativas.

Por enquanto, a empresa mantém o discurso de que continuará operando normalmente e que suas principais franquias não sofrerão alterações significativas.



Futuro da EA segue cercado de incertezas

Com franquias como EA Sports FC, Battlefield, The Sims, Apex Legends e Need for Speed sob seu comando, a Electronic Arts continua sendo uma das maiores publishers da indústria. No entanto, a combinação entre despedimentos, cancelamentos de projetos e a iminente aquisição saudita tem gerado dúvidas sobre qual será o rumo da empresa nos próximos anos.


A nova rodada de cortes mostra que a reestruturação da EA ainda está longe do fim. E, para muitos funcionários, o verdadeiro impacto da venda só ficará claro após a conclusão definitiva da transação.

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